O Vírus do Desamor

ideoma

Resguardei-me do mundo
Olho-o através da proteção da minha janela
E observo-o sem mais o reconhecer
Ele tornou-se num lugar inabitável
Para os que têm feridas sentimentais por cicatrizar
E para os que carecem do contacto humano para medrar
Resguardei-me do mundo
Por um inato instinto de preservação
Preservo-me do que destrói
Aquele que foi o mundo que conhecemos
Mas a cada dia que sobrevivemos
Morre a nossa forma de ser e de estar
E o mundo que resiste lá fora
Já não é igual ao que nos habituámos a chamar nosso
O vírus do desamor espalhou-se no ar
E enquanto ameaça infetar toda a Humanidade
Vai alastrando o medo e o terror
Mas se não podemos decidir se vivemos ou morremos
Podemos ainda escolher como viver ou como morrer
Apesar da descrença, podemos ser fé
Apesar do medo, podemos ser coragem
Apesar da destruição, podemos ser renovação
Apesar da impotência, podemos ser solidariedade
E assim apesar da mortandade, seremos um hino à Vida

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